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Tecnologia e consumidores como aliados contra a escravidão moderna

Tecnologia e consumidores como aliados contra a escravidão moderna

Estima-se que haja ao menos 25 milhões de trabalhadores forçados no mundo. Novas tecnologias podem ajudar governos a combater a prática e consumidores a rever sua "pegada de escravidão".

"Uma criança tem que morrer na África para que alguém tenha um telefone celular; uma criança da Ásia tem que morrer para você poder colocar seu vestido chique", disse Sophie Achieng Otiende no auditório superlotado no auditório de uma escola da cidade suíça de Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. O público escutava com atenção fascinada.

Sobrevivente do tráfico humano, a queniana conhece bem demais os horrores do trabalho forçado. Ela foi obrigada pelo tio e sua família a trabalhar como doméstica. Sujeita a abuso físico e sexual quase diariamente durante quase dez anos, ela chegou à beira do suicídio.

Por sorte, a resiliência de Otiende suplantou seus instintos suicidas, e ela conseguiu romper as cadeias da servidão. Hoje trabalha na ONG Awareness Against Human Trafficking (HAART Kenya), sediada em Nairóbi, instilando em outros sobreviventes a noção de "também eles podem viver uma vida plena".

Ela sobreviveu, mas estima-se que 40 milhões – alguns grupos de direitos humanos chegam a falar de espantosos 200 milhões – permanecem escravizados por todo o mundo, muitos deles se extenuando para fazer aqueles jeans baratos que vestimos, ou pescar o peixe que vai parar em nossa mesa de jantar.

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