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Quando protestos ameaçam a democracia

Na Alemanha, a maior ameaça em tempos de pandemia não é o coronavírus, mas protestos impulsionados por teorias da conspiração e informações falsas e instrumentalizados pela extrema direita.

Depois de mais de um longo mês vivendo sob o confinamento imposto para conter o avanço da pandemia de covid-19, a Alemanha começou seu processo de reabertura gradual no final de abril, início de maio. Primeiro foram lojas menores, depois escolas, cabeleireiros, zoológicos, museus e, desde da última sexta-feira, restaurantes. As regras variam entre os estados do país.

A abertura de bares e cinemas e grandes eventos continuam proibidos, assim como encontros entre mais de dois grupos de amigos ou famílias que moram em casas diferentes. No início, só duas pessoas de residências diferentes podiam circular juntas. A abertura para dois grupos de duas residências diferentes já é um avanço. Neste meio tempo, máscaras passaram a ser vestimenta obrigatória em espaços públicos.

Apesar das medidas restritivas em vigor, houve aqueles que ignoraram o confinamento. Ao retornar do trabalho num sábado ensolarado no fim de abril, me deparei com um parque lotado, vários grupos de jovens reunidos e nada de distanciamento. De meados de abril até meados de maio, a polícia registrou na capital alemã cerca de 4,5 mil infrações relacionadas ao confinamento, sendo 1,5 mil de estabelecimentos comerciais que abriram ilegalmente.

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Herbert Schutzer
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