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Qual o futuro do multilateralismo?

Maior conferência global sobre segurança, em Munique, é dominada pelo medo de que o mundo está se fragmentando, em meio à ascensão do nacionalismo e do populismo. Mesmo ausente, Trump é eixo central dos debates.

A Conferência de Segurança de Munique deste ano foi marcada pelo medo: o que acontecerá se a "ordem liberal mundial" falhar? Embora ele não esteja aqui, o fantasma de Donald Trump assombra os estreitos corredores do hotel Bayerische Hof de Munique.

Na medida em que ele retira os Estados Unidos de acordos e tratados multilaterais conquistados a muito custo, encerra décadas de normas diplomáticas cuidadosamente calibradas com uma mensagem tarde da noite no Twitter, o decoro confortável da conferência deu lugar a uma nuvem pesada.

Isso ficou claro durante o programa principal da conferência, na sexta-feira, quando o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, se exasperava cada vez mais ao afastar versões diferentes da mesma pergunta: você ainda realmente acha que Trump acredita na Otan?

"Sempre que falo com o presidente Trump, ele diz-me que gosta da Otan! E não só que ele gosta da Otan, mas que é 100% a favor dela", foi uma das respostas.

Em discurso no sábado, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, repreendeu o espírito trumpista – sem citá-lo nominalmente – ao declarar que todas as crises do mundo se resumiam a uma única pergunta: acreditamos no multilateralismo, por mais difícil que ele seja, ou não?

“Quem pode juntar as peças dos quebra-cabeças do mundo? Só todos nós, juntos", concluiu ela, em meio a uma onda de excitação audível na plateia.

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