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O mundo assiste a uma nova Guerra Fria entre Rússia e Ocidente?

As relações entre a Rússia e o Ocidente vivem um dos momentos mais tensos dos últimos anos, sobretudo após o Reino Unido acusar Moscou pelo envenamento de um ex-espião russo com gás nervoso em solo britânico.

A onda de apoio a Londres por parte de outros países ocidentais, que expulsaram diplomatas russos, despertou especulações a respeito de uma "nova Guerra Fria" - comparando o cenário atual à rivalidade militar e ideológica entre a União Soviética e os EUA entre os anos 1950 e 80.

Mas tal comparação pode ser enganosa.

"A Guerra Fria era uma competição resultante de um sistema (de mundo) bipolar, em que duas superpotências, ambas com vantagens militares e econômicas, competiam para moldar a política internacional", diz à BBC Michael Kofman, pesquisador-sênior do Centro de Análises Navais (CNA) e do centro de estudos Wilson Center.

Em contraste, segundo Kofman, a competição atual não deriva de um balanço de poder ou de uma ideologia por si só, mas sim de "decisões conscientes tomadas por líderes, das estratégias que eles perseguiram e de uma série de desentendimentos específicos na política internacional".

'Soft power limitado'
Então, ainda que Kaufman acredite que as tensões atuais possam ter desdobramentos significativos, a escala e a natureza do estremecimento não têm semelhança com a Guerra Fria - além disso, a Rússia não se encontra mais na posição de conseguir fundamentalmente alterar o equilíbrio de poder ou a estrutura dos atuais sistemas internacionais.

 

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