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O JOGO DAS COLIGAÇÕES PARTIDÁRIAS

Hoje quero trazer para o leitor alguns fenômenos políticos que recentemente afetam a administração do prefeito Lauro Michels e de muitos outros país afora. O modelo partidário brasileiro que se organiza a partir do multipartidarismo, as coligações partidárias resultantes do sistema partidário e o comissionamento de vários escalões do Estado resultantes do modelo político partidário.
Segundo os cientistas políticos Paulo Bonavides (2000) e Giovanni Sartori 1982), o multipartidarismo se caracteriza por apresentar três ou mais partidos na disputa pelo poder, sendo considerado o melhor sistema para garantir a representatividade das minorias. Para Duverger (1967), o sistema bipartidário permite maior atuação do eleitor e reflete melhor a divisão política existente nas sociedades. Isso deixa claro que não é muito simples definir o melhor sistema, mas para nós importa saber as consequências políticas do multipartidarismo.
Vejamos as dificuldades enfrentadas pelos políticos no sistema multipartidário. Primeiramente, a fragmentação partidária obstrui a emergência de um partido dominante, forte. Dessa forma, há a necessidade de se buscar aliados, eles são conseguidos a partir das coligações partidárias eleitorais, que, posteriormente ao processo eleitoral, se mantém no governo e aí o problema dos interesses partidários começam a lotear o governo e a desviar o governo das suas propostas originais.
Nesse sentido, no caso do governo municipal de Diadema, assistiu-se a necessidade de compor maioria para viabilizar a administração. O que ocasionou o loteamento de cargos políticos e da administração pública entre os partidos que se aliaram para governar e isso ameaça a viabilidade da proposta e dos interesses políticos do prefeito. Seus planos podem estar ameaçados por ter que compor um governo com muitos interesses colocados na partilha dos recursos municipais.
A inviabilidade de um governo pode comprometer o futuro político do prefeito, principalmente quando a partilha não é feita com partidos de quadros (DUVERGER, 1967), compostos por notórios representantes da sociedade, mas com agregados políticos que não tem origem nos interesses da sociedade. Muito cuidado e muita atenção, bem como uma capacidade de negociação excepcional é o que se pode esperar do atual governante para manter suas pretensões políticas.

 

Diadema News Ed 59

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