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Irã afirma que EUA vão se arrepender se deixarem acordo

Presidente Hassan Rohani alerta para "arrependimento histórico" se Trump cumprir ameaça de abandonar acordo nuclear com a República Islâmica, fechado em 2015.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, advertiu neste domingo (06/05) que os Estados Unidos enfrentarão um "arrependimento histórico" se saírem do acordo nuclear com o Irã, ao mesmo tempo que reiterou sua negativa de negociar um novo pacto.

Segundo ele, o Irã está preparado para cada decisão que Trump puder tomar, e instruções já foram transmitidas à autoridade de energia nuclear e ao setor econômico. O presidente americano ameaçou deixar o acordo na próxima oportunidade, em 12 de maio.

O líder iraniano ressaltou ainda que seu país não negociará suas "armas defensivas com ninguém e continuará combatendo o terrorismo em qualquer parte da região".

"Produziremos e armazenaremos mísseis e armas em qualquer medida que for necessário. A ninguém importa a decisão que o povo do Irã tomar", afirmou Rohani na cidade de Sabzevar.

O líder denunciou que os EUA realizaram durante os últimos quatro anos "algumas sabotagens" contra o Irã, mas não foram bem-sucedidos e desta vez "novamente cometerão um erro".

"Trump diz continuamente que o JCPOA [sigla do acordo] é a favor do Irã e em detrimento dos Estados Unidos e que o Irã os enganou, mas não é assim, nós não enganamos ninguém", assegurou Rohani.

O governante iraniano indicou que, "apesar de os americanos não terem cumprido com o seu compromisso em todos os períodos, o Irã tem se mantido fiel às suas obrigações".

O acordo nuclear foi fechado em 2015 pelo Irã, as cinco potências com direito de veto no Conselho de Segurança (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia) e a Alemanha. Na época, o presidente dos EUA era Barack Obama.

O pacto prevê que sanções econômicas ao Irã serão levantadas se o país se comprometer a não construir armas nucleares.

DW Brasil

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