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GEOPOLÍTICA DE UMA NAÇÃO

GEOPOLÍTICA DE UMA NAÇÃO

O que os brasileiros precisam para que a qualidade de vida atinja a maioria? Essa é uma questão antiga que teve diversas propostas desde o “famoso” Barão de Rio Branco. Mas atualmente passado mais de um século dos primeiros projetos de formação da grande nação, nos vemos sem nenhum projeto que faça parte do senso comum, a sociedade não alcançou o status de nação. E isso decorre do desconhecimento de algumas discussões que a alguns fazem parte dos debates geopolíticos.

O Brasil produziu em meados do século XX propostas geopolíticas através do pensamento de alguns ilustres militares, os generais Golbery do Couto (Foto destacada) e Silva e Carlos de Meira Mattos. A visão desses e outros para o país está longe daquilo que hoje assistimos os detentores do poder praticarem.

Para nosso espanto, as políticas desenvolvidas no século XXI estão na contramão do que se pensava e se propunha para o país há 70 anos. Pois a geopolítica clássica brasileira projetava o país com ator proeminente no cenário nacional e isso se fundamentava na força do território, com dimensões continentais. Que, graças as suas riquezas possibilitariam o desenvolvimento do país, não só no campo econômico, que seria apenas crescimento, mas no campo social, que envolve a formação de uma cultura nacional, com objetivos coletivos e orgulho dos valores constitutivos da nação. As bases territoriais alavancariam o projeto nacional de país desenvolvido.

As propostas geopolíticas eram elaboradas a partir da ideia do bem-estar social, que só pode ser alcançado com a inserção da grande maioria na produção e consumo dos diversos bens, materiais e imateriais. A grandeza do país, infelizmente era o pensamento de alguns, circunscritos a comunidade geopolítica para desastre nacional.

Na atualidade, o que vivenciamos é justamente a antítese do pensamento geopolítico, a nação não é mais nem uma proposta, pois a geopolítica dos clássicos é um assunto fora das discussões nacionais. Pelo contrário, a nova ideia de país é de inferioridade, não há projeto de nação, existe apenas o país, cujas bases, o território, é para ser explorado até exauri-lo, o resto o Estado deve cuidar.

Sem o projeto de nação, não existe preocupação com a qualidade do social, o país torna-se um amontoado de indivíduos, não formando nem uma sociedade, pois cada um só cuida de si, desprezando o outro. E dessa forma, iniciamos o século XXI sem nenhum projeto nacional, consequentemente, retardamos o objetivo de todos, que é o bem-estar, que não pode ser alcançado isoladamente, somente no coletivo atingiremos um patamar elevado socialmente, com valores sólidos e difusos, que mobilizem a sociedade em prol de um objetivo.

A falta de um “destino manifesto” compromete a política nacional, único caminho de uma sociedade para alcançar objetivos. Na encruzilhada dos interesses particulares, clama-se pelo bom senso e discernimento necessário a se avançar na direção da formação da grande não projetada por nossos antepassados, por isso não se deve abandonar a história em favor do presenteísmo mercantil. Deve-se concentrar um esforço na reconstrução do projeto nacional lançado por nossos pensadores geopolíticos.

Herbert Schützer: Geopolítico, consultor sócio-político, docente de ciência política

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