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Europa unida contra Trump

Donald Trump vai tentar vender o momentâneo consenso com a UE como vitória sua. Mas a verdade é que os louros cabem à coesão dos europeus – uma lição que eles não devem esquecer tão cedo, opina Carsten von Nahmen.

Como foi que Jean-Claude Juncker conseguiu? Em sua visita à Casa Branca, o presidente da Comissão Europeia alcançou provavelmente mais do que esperava: falou-se de uma "nova fase da amizade e de relações comerciais estreitas", de negociações visando reduzir todas as tarifas e outros obstáculos ao comércio. E isso, após meses de retórica agressiva do governo de Donald Trump contra a União Europeia (UE) e, acima de tudo, contra a Alemanha.

Por isso, as expectativas quanto ao encontro eram tão baixas. Nas últimas semanas, Trump se queixara no Twitter das práticas comerciais "injustas" dos europeus, declarando a UE inimiga dos EUA e anunciando tarifas punitivas sobre os automóveis do bloco. Ainda na véspera da visita de Juncker à Casa Branca, dizia-se nos círculos da UE que não era para se esperar uma brecha.

No entanto – e esta é parte da resposta á pergunta feita acima – Juncker teve sorte. Ao que tudo indica, exatamente no momento em que ele era esperado em Washington, o movimento contra o curso de confrontação de Trump na política comercial alcançara uma massa crítica.

Pois, além da oposição dos parceiros comerciais estrangeiros, havia cada vez mais pressão partindo do Congresso, do próprio Partido Republicano e até mesmo de associações empresariais e dos fazendeiros do Meio-oeste dos EUA. Estes, normalmente considerados trumpistas fiéis, estão agora sentindo, cada vez mais, as consequências de seu presidente ter simultaneamente comprado briga com chineses, japoneses, canadenses, mexicanos e, justamente, europeus.

 

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