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“ESTADO MÍNIMO” VERSUS DIADEMA.

Em menos de um ano de governo o vice-presidente/presidente Temer mostrou que é um instrumento do neoliberalismo nacional, no seu modelo mais radical e retrógrado. Isto pode ser afirmado em virtude do encaminhamento do pensamento econômico mais moderno, que discute a criação da chamada “renda universal”, que entende as transformações produtivas produzidas pelo capitalismo, com consequente oferta de menos postos de trabalho, e a necessidade de impedir que uma parte significativa da população seja colocada em situação de vulnerabilidade social.
Enquanto os países avançados querem criar sistemas de proteção social, o governo brasileiro vai na direção contrária, suprimindo direitos sociais e condenando as atividades industriais ao desaparecimento. Coincidentemente, em 05 de janeiro de 1785, a rainha de Portugal, Dona Maria I, promulgava a proibição da atividade industrial no Brasil, condenando a colônia portuguesa na América a especialização rural. Contrariando outros presidentes brasileiros, que se empenharam para industrializar o país, o governo atual quer reeditar o decreto da rainha de Portugal, que ficou conhecida na história como Dona Maria, a Louca ou Maria Louca. O que dirá a história dos atuais governantes? Temer, o Louco! A História dirá.
Para começar, um relatório do Deutsche Bank, segundo semestre de 2016, divulgado recentemente colocou a indústria brasileira na última posição. O mesmo banco, no seu relatório de gerenciamento de riscos, destaca o risco reputacional com relação a publicidade negativa, envolvendo cliente que não tem a confiança do público, que pode afetar o banco e deve ser analisada com mais severidade. Os bancos se preocupam em ter na sua carteira de clientes, pessoas, entidades e instituições que não tenham questionamentos éticos, para não afetar a imagem da instituição financeira.
Como se pode observar, o caminho escolhido pelos agentes do sistema econômico é no sentido de se buscar alternativas politicamente corretas, garantindo o bem-estar numa situação de desenvolvimento tecnológico. Enquanto os atuais governantes do país parecem viver ainda no século XVIII, pois procuram, obstinadamente, o retrocesso socioeconômico, promovendo supressão de benefícios sociais e desindustrializando o país. A falta de legitimidade e conduta ética dos que se encontram em posições decisórias não abonam as medidas que propõem, que conduzem o país para o abismo econômico e social. A falta de credibilidade dos dirigentes do país leva as instituições estrangeiras a se prevenir, protegendo suas imagens, o que é o politicamente correto.
Os municípios que estão sendo afetados pelas políticas de desindustrialização, como Diadema, por exemplo, devem aproveitar a legitimidade das urnas, para construir uma imagem positiva e politicamente correta, formando equipes de governo sérias e competentes e politicamente corretas, que saibam fazer declarações públicas consistentes e que tomem medidas modernas, no sentido do desenvolvimento propostos por Schumpeter e Celso Furtado, promovendo econômica e socialmente as cidades que administram. E Diadema, que enfrenta dificuldades de toda ordem, pode aproveitar o contexto de legitimidade, que o governo federal não possui, para gerar a credibilidade necessária, para que o capital confie na disposição e vontade do município como um todo.
Os primeiros passos do governo municipal que inicia seu segundo mandato, devem ter as preocupações que tomam conta dos cenários dos países desenvolvidos europeus, a preocupação com o bem-estar das suas populações, e procurar seguir o mesmo caminho. Que é o anseio dos munícipes que reconduziram o prefeito ao posto e querem ver a cidade desenvolver, não só economicamente, mas socialmente, com educação e saúde, ou seja, qualidade de vida.
Portanto, sendo Diadema um município eminentemente urbano, o governo que inicia sua caminhada necessita estar atento e disposto a procurar seu próprio caminho, na contramão das medidas do governo federal. Pois se se deixar levar pelos interesses daqueles que tomam medidas casuísticas, que querem um Estado mínimo com recursos para os ricos apenas, sua história será a mesma e a História não irá perdoar os desvios das expectativas da sociedade se conscientiza cada vez mais.

 

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