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CULTURA PARA ADQUIRIR PRAZER E NÃO PRAZER PARA ADQUIRIR CULTURA

Sobre uma classe média marrenta e burra

Hoje é comum encontrar um médico com pressa de chegar em casa para assistir ao Big Brother Brasil, um engenheiro prostrado em sua sala vendo programas de auditório de domingo, ou advogados e professores ansiosos para o lançamento do próximo Vingadores, filme de maior bilheteria da indústria cultural.

Uma pesquisa divulgada em 2016 mostra que 44% dos brasileiros não leem, e que 30% nunca compraram um livro. Portugueses já estão criticando a enxurrada de brasileiros que estão desembarcando em terras lusitanas, dizendo que os recém-chegados, em muitas situações, se “acham melhores do que as outras pessoas, ‘apesar de terem baixíssima cultura e civilidade’”, segundo o jornalista Sidney Rezende.

Curiosamente foi o PT que criou essa “nova classe média”, um grupo que saiu da classe D para a classe C devido ao aumento, exclusivo, do poder de compra. Lógico que o poder de compra leva a um acesso maior aos bens culturais produzidos e herdados historicamente. O número de brasileiros que frequenta a faculdade aumentou consideravelmente nos anos 2000. Mas por que o brasileiro continua inculto?

O pensamento estruturalista de Clifford Geertz e Raymond Williams entende “cultura” como redes de significações nas quais está suspensa a humanidade, ou como um sistema significante do qual uma ordem social é comunicada, reproduzida, experienciada e explorada. Mas, e aqui concordo com Terry Eagleton, “a cultura não é alguma vaga fantasia de satisfação, mas um conjunto de potenciais produzidos pela história e que trabalham subversivamente dentro dela”.[1] A neófita classe média parece desprezar o contato com esses sinais herdados historicamente.

Leia mais: le Monde Diplomatique

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Herbert Schutzer
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