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Começa a corrida pelo voto útil

Com as pesquisas eleitorais já indicando, a duas semanas do primeiro turno, dois nomes de polos opostos disputando a segunda rodada das eleições presidenciais, a estratégia do chamado voto útil já começa a entrar em cena.

Segundo o cientista político Carlos Melo, a lógica do voto útil é simples. "Em tese, todo eleitor tem um candidato de preferência; aquele por quem sente maior empatia e que, com tranquilidade, cederia seu apoio. Este seria o que podemos chamar de um voto afirmativo", explica.

"Mas, num ambiente de conflito, o eleitor se dá também o direito de definir o que, para ele, seria o 'pior resultado', o mal maior. O candidato entre todos que 'mais' rejeita, que descarta decisiva e definitivamente", completa.

Assim, grupos de eleitores acabam depositando seus votos estrategicamente, inflando a votação de um candidato com o objetivo de derrotar outro. Só que neste ano, as coisas ficaram mais complicadas.

"A novidade é que desta vez, para muitos, não é apenas um mal: mas pelo menos dois", afirma Melo, em referência a Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, dois candidatos polarizadores na corrida.

Apesar de estarem na liderança, tanto Bolsonaro quanto Haddad, que registram 28% e 19% dos votos, respectivamente, de acordo com o último Datafolha, também estão entre os candidatos com maior rejeição por parte do eleitorado.

Pelo menos 43% dos eleitores afirmam que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. Haddad, por sua vez, é o terceiro candidato com maior rejeição, 29%, logo atrás de Marina Silva (Rede), que tem 32%. Desde que assumiu o protagonismo da candidatura petista, a rejeição de Haddad aumentou sete pontos percentuais. São índices superiores às intenções de votos desses candidatos e que podem influenciar a reta final do primeiro turno.

Diante desse cenário, os candidatos menos bem posicionados na pesquisa já começam a fazer a pregação por um voto útil entre o eleitorado que rejeita Haddad e Bolsonaro e que seja capaz de levá-los ao segundo turno. Também pesa o fato de que 40% dos eleitores estarem dispostos a mudar seu voto, segundo o Datafolha. 

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