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China e EUA tentam evitar guerra comercial

Representantes das duas maiores economias do mundo empreendem nova tentativa de desativar a bomba-relógio de um conflito comercial de maior escala. Washington e Pequim manifestam otimismo.

Segundo a mídia americana, recentemente, ao preparar as lideranças do Pentágono para o novo ano, o secretário da Defesa Patrick Shanahan – o presidente Donald Trump acabara de demitir o até então chefe do departamento, James Mattis – deu seu conselho: "Sempre pensar na China, China, China."

Shanahan é político de Defesa, e não encarregado de comércio dos Estados Unidos. No entanto, essa citação ilustra quanto está atualmente em jogo na relação entre os dois países. Trata-se não só de um conflito comercial que afeta cada vez mais a economia mundial, mas também de questões de domínio global.

Os linhas-duras do escalão máximo do governo americano não estão diretamente presentes à rodada de negociações de dois dias que se inicia nesta segunda-feira (07/01) em Pequim. O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, é conhecido por seu profundo ceticismo perante a China; o assessor de Trump para questões comerciais, Peter Navarro, é simplesmente considerado um "falcão". Quem está na capital chinesa é uma delegação encabeçada pelo vice-representante de Comércio, Jeffrey Gerrish.

Do lado chinês, não se sabe quem travará as negociações, e também são parcas as informações sobre o conteúdo destas até o momento: os representantes se concentrarão em produtos agrícolas, energia e automóveis, divulgou Pequim, ainda em dezembro.

Na realidade, há muito mais em jogo. Ambos os lados deverão fechar uma espécie de cessar-fogo, durando inicialmente até 2 de março, o prazo acordado pelo presidente chinês, Xi Jinping, e Trump, na recente conferência do G20 em Buenos Aires. Até lá, estarão suspensas novas tarifas punitivas, inclusive a já anunciada elevação dos impostos aduaneiros sobre mercadorias chinesas, totalizando 200 bilhões de dólares.

Ainda assim, o cenário de ameaças já é impressionante, e os mercados financeiros internacionais refletem a apreensão quanto às consequências funestas para a economia mundial: desde o fim de 2018, fortes turbulências sacodem as bolsas de valores de Nova York, Tóquio, Frankfurt e outras.

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