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Brasil põe metas do clima em risco, diz estudo

Pesquisa publicada na revista "Nature Climate Change" mostra como retrocessos ameaçam meta brasileira no Acordo de Paris. Com desmatamento, custo para cortar emissões em outros setores pode atingir US$ 2 trilhões.

Um estudo assinado por dez pesquisadores brasileiros na renomada revista Nature Climate Change alerta: o enfraquecimento da política ambiental orquestrada pelo governo em troca de apoio político pode minar os compromissos que o Brasil assumiu no Acordo de Paris, pacto global contra as mudanças climáticas.

Segundo a análise, a forma como país vem sendo governado estimula o aumento do desmatamento, o que ameaça as metas brasileiras estipuladas no acordo, firmado em 2015 para limitar o aquecimento do planeta a 2°C até o fim deste século.

"O presidente do Brasil aprovou medidas e decretos que diminuíram as exigências para licenciamento ambiental, suspendeu a ratificação de terras indígenas, reduziu o tamanho de áreas protegidas e facilitou a legalização de terras griladas", diz o estudo, sem citar Michel Temer pelo nome.

O impacto dessa política pode ser medida diretamente na emissão de CO2, o maior vilão do aquecimento global, já que a destruição das florestas libera grandes volumes desse gás na atmosfera.

Em 2016, por exemplo, dados do Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) mostraram que, devido à devastação florestal medida no ano anterior, as emissões brasileiras subiram 8,9%.  

"O estudo mostra que o país tem uma decisão a tomar. O Brasil quer mesmo cumprir o Acordo de Paris?", pontua Raoni Rajão, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos autores do estudo.

Leia mais: DW Brasil

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