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ANO NOVO E DISCURSO VELHO

Muito bem caros leitores, chegamos ao ano que podemos julgar os “não-representantes” do povo. Entramos no ano que teremos eleições em todos os níveis, com a exceção do municipal, e apesar de todas as promessas feitas de um futuro melhor, o que assistimos foi o aumento dos preços e, consequentemente da inflação, o aumento do desemprego, principalmente acrescido no final do ano passado pelos grandes grupos educacionais, e por aí vai.

A propagada reforma política, que salvaria o país de um destino cruel, não aconteceu. Eleições majoritárias, proporcionais, distritais, pouco interessam para o cidadão segundo os “não-representantes” do povo, que continuam discursando para uma sociedade no jardim da infância, que na sua “santa” inocência é crédula e desprovida de capital cultural e social.

Por isso, fomos obrigados pelo horário político gratuito a assistir e ouvir os velhos discursos de futuros candidatos, que falam de um Brasil que a maioria da população não consegue perceber sua existência. Repetem as velhas promessas como se estivessem isentos do cenário caótico da política e da economia nacional.

É o velho novo, a renovação pela reprodução o que prometem os velhos e conhecidos profissionais da política. Alheios as necessidades reais da população, que enfrenta drásticos aumentos dos preços, que afetam os orçamentos familiares e comprometem a qualidade de vida da população, que não conseguem mais cumprir com suas obrigações e muitas delas estão sendo lançadas nas ruas das grandes e médias cidades.

Como evitar isso? Difícil responder diante de um cenário onde a educação redentora e libertadora só existe na ordem do discurso. O sucateamento do saber atende a velha e conservadora forma de conduzir a sociedade nacional, distante e outros lugares de vivência. Aqui só extraem a quinhentos anos, sem nenhum retorno para a nação.

O velho é o novo todo ano. Por isso, não temos muito que comemorar, o espectro das eleições que nos ronda, promete a renovação do velho. A política numa esfera séria precisa ser levada a todos os cantos do país, de forma a se barrar o velho e o Ano Novo ser de fato o renascer das esperanças, que estão sendo destroçadas pelo novo velho discurso.

Por Herbert Schützer

 

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