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O IMPACTO NEOLIBERAL DE TEMER EM DIADEMA

Vice-presidente eleito numa chapa que propunha políticas sociais redistributivas, ao assumir a condição de presidente promove uma guinada radical e dramática para a promoção de políticas públicas distributivas, que atendem os interesses do grande capital financeiro. Sem que tivesse ocorrido tempo para um estudo sobre a situação brasileira e as necessidades do povo, o vice-presidente agora presidente, desfechou inúmeras medidas sem nenhuma consulta, pois isso exige tempo e em apenas seis meses de governo mudanças tão radicais requerem bem mais tempo para avaliar os impactos sobre a sociedade.
Com 88% de apoio no Congresso Nacional, e apenas 8% da população, o novo governo tomou medidas que vão atingir inúmeros municípios brasileiros profundamente nos aspectos econômico e social. É fácil perceber que medidas voltadas para canalizar recursos para o sistema financeiro num contexto de juros estratosféricos não irão dinamizar as atividades econômicas, principalmente em municípios onde predominam as atividades dos setores secundário e terciário. Cidades onde inexistem atividades rurais que são subsidiadas, devem enfrentar dificuldades com a recessão econômica que parece não ter fim. Sem querer ser catastrófico, pois o momento é de serenidade, nós aqui em Diadema temos que ter consciência do cenário que se constrói a partir da opção política do atual governo. Historicamente, em nenhum momento de crise sistêmica, as políticas liberais conseguiram superar as questões sociais provenientes dela. Portanto, é bom observar as características da cidade e procurar se prevenir da onda recessiva, o que não é nada fácil, exigindo muito estudo e vontade política. Algumas questões devem ser destacadas na cidade, primeiro, o município é eminentemente de característica urbana. E isso coloca seu PIB, quase que exclusivamente formado por atividades comerciais, de serviço e industriais, sendo sua série história deste século crescente. Embora exista alguma divergência dos dados segundo a fonte que se utiliza, aqui vamos ver os dados disponibilizados pelo IBGE.
graficoDiadema já vem enfrentando uma situação econômica não confortável a alguns anos, seu PIB apresenta variação positiva, cresce, decresce e apresenta tendência decrescente. Diante do novo cenário econômico a cidade deve enfrentar dificuldades em função da ausência de políticas públicas que possam proteger as economias urbanas como a da cidade.
Na situação de Estado mínimo, que o governo se propõe a instalar no país, a exposição das economias locais a uma competição internacional vai fragilizar a economia do município diante da eficiência das economias mais dinâmicas e protecionistas, como sempre agiram os países centrais. Nesse sentido, o governo municipal deve estar alerta, para propor medidas que garantam o crescimento da economia, com aumento da oferta de postos de trabalho. No novo cenário, é preciso andar na contramão das medidas governamentais, uma vez que no âmbito federal não há propostas reais para a dinamização da economia que tenham caráter estrutural. O que existe, colocado pelo governo, são medidas paliativas que não contribuem para uma dinamização econômica duradoura, como a liberalização do FGTS, que não resolvem os problemas relativos ao desemprego, por exemplo. Espera-se que o governo que se organiza possa ter á visão do desenvolvimento do município, condição necessária para que a população não seja submetida a sofrimentos de várias naturezas. A sociedade diademense está ansiosa por medidas que garantam o crescimento econômico da cidade, evitando que ela se torne uma cidade dormitório e com grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Herbert Schützer: Geopolítico, consultor sócio-político, docente universitário de ciência política na FAD e de história na Estácio-SP.

 

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