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Ameaça de Kim serve de alerta para Washington

Se EUA têm intenções sérias de negociar desnuclearização da Coreia do Norte, devem levar em consideração preocupações de segurança do país asiático, dizem analistas após Pyongyang ameaçar cancelar encontro com Trump.

Os blefes e a diplomacia arriscada de Washington e Pyongyang nos dias que antecedem a aguardada cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong-un, já eram esperados. Da mesma forma, a história de manobras diplomáticas súbitas da Coreia do Norte não são incomuns – como quando cancelou no último minuto uma reunião planejada secretamente entre o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e representantes de Pyongyang durante os Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.

Assim, diante da última ameaça da Coreia do Norte, Washington não precisa entrar em pânico quanto à realização de fato da cúpula planejada para 12 de junho e que visa acabar com o impasse sobre o programa de armas nucleares norte-coreano. Mas também não precisa ver a ameaça de Pyongyang de cancelar o encontro como um mero blefe.

A Coreia do Norte cancelou um encontro com a Coreia do Sul marcado para terça-feira em protesto pelos exercícios militares conjuntos de EUA e da Coreia do Sul, que Pyongyang considerou um gesto agressivo.

"Eu esperava que eles reclamassem. E, talvez, se os Estados Unidos não atenderem às exigências, essa reunião de cúpula [com Trump] pode ser abortada", afirma Han Park, ex-negociador não oficial entre EUA e a Coreia do Norte que conseguiu a libertação de dois jornalistas americanos em 2009 e facilitou a visita do ex-presidente americano Jimmy Carter a Pyongyang em 1994.

"Não é uma surpresa completa que a Coreia do Norte responda a esses exercícios, demonstrando a Trump que as negociações vão ser um processo complexo, e os Estados Unidos não devem já tomar como certa a participação da Coreia do Norte", concorda Kelsey Davenport, diretora para política de não proliferação da Associação de Controle de Armas.

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