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África em Conto: Kansera di no tchon

África em Conto: Kansera di no tchon

Kansera di no tchon*  Por Bernardo Alexandre Intipe, Por dentro da África   No rompimento de dia e noite não havia ninguém para me acalmar. O riacho de tristeza na minha face era minha mãe, minha tabanka que ninguém poderia impedir de transbordar de forma impetuosa e constante. Os antigos diziam que há de chegar o dia em que não haverá rompimento de dia e noite, pois será nascer e pôr do sol. Procuraram essa palavra “um” de ocidente ao oriente, de princípio ao derradeiro de suas vidas, mas não a encontraram. Ela é artigo indefinido, com esperança de que há de chegar o dia em que será definido. Décadas e décadas se passaram e a mesma cantiga ainda se canta *aonti i di Ntoni, i aos i di Djon. Houve evasão das corças* à procura de melhor condição de sobrevivência. E os que lá permanecem, continuaram a deplorar pelas presentes situações vividas ainda hoje. As que estão fora da *vila não pretendem voltar por motivos da lei de selva, pois só “vive tranquilamente os que têm poder”. Os bandos estão sofrendo de miséria e muitos estão perdendo a esperança de vida porque a floresta já não faz parte de seu habitat e a flora tem cara de tristeza porque a poluição paira sobre ela. Não há diálogo entre os animais por causa da soberania e singularidade do leão, *Si i pupa tudu tem ku kala. A emancipação se torna uma decadência brutal da *vila e a floresta deixa de existir pela inundação do riacho de tristeza do seu povo.

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