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75 anos depois, legado da Guerra ainda pesa sobre Dresden

75 anos depois, legado da Guerra ainda pesa sobre Dresden

Em 13 e 14 de fevereiro de 1945, cidade alemã foi destruída por intenso bombardeio dos Aliados. Neonazistas perpetuam mito do meio milhão de vítimas, mas cidadãos mostram que sabem se opor à manipulação da tragédia.

Deve-se a Viktor Klemperer algumas das descrições mais vívidas dos ataques aéreos a Dresden nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945. O escritor e linguista registrou o inferno dos bombardeios em seu famoso diário.

"Logo se pôde ouvir os zumbidos cada vez mais profundos e mais fortes dos esquadrões se aproximando. As luzes se apagaram, um estrondo nas proximidades... Pausa para respirar, a gente se ajoelhava entre as cadeiras, de alguns grupos vinham gemidos e choro – e nova aproximação, nova angústia pelo medo da morte, novo ataque. Não sei quantas vezes isso se repetiu."

Klemperer era um judeu convertido ao cristianismo. A tragédia que matou 25 mil pessoas acabou evitando sua deportação para um campo de extermínio. Os originais de seu diário, de relevância histórica sobre o período nazista, estão hoje na biblioteca da Universidade de Dresden, no estado alemão da Saxônia.

O destino dessa cidade, bela ainda hoje, apesar das várias cicatrizes de guerra, é um exemplo de como mitos são deliberadamente construídos e de como é difícil combatê-los, por mais falsos e mentirosos que sejam.

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