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1862 - O projeto racista dos EUA para o Brasil: deportar os escravos do Sul

1862 - O projeto racista dos EUA para o Brasil: deportar os escravos do Sul

 por J. Roberto Militão

A questão do racialismo norte-americano que temos importado neste século 21, através das leis de segreagação de direitos raciais, tem um precedente histórico que, de certa forma, explica as razões da Fundação Ford, empreender tantos esforços e centenas de milhões de dólares para financiar a ideologia de ´pertencimento racial´ vigente nos EUA e que agora se manifesta no Brasil pelas leis de ´cotas raciais´. Desde a proclamação da República é a primeira vez que o Brasil outorga direitos em baes raciais o que contraria a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU-1948 e as demais Convenções e Tratados internacionais sob patrocínio das Nações Unidas.


Esse precedente ocorreu em 1862, em meio à Guerra Civil que resultou na independência dos EUA e na abolição da escravidão em 1865. O governo americano aprovou projeto no Congresso com vultosos recursos para ´deportar´ os escravos do Sul para a nossa Amazônia.

Como sabemos no Brasil a escravidão sobrevivia próspera e o estado imperial deixava de cumprir as leis feitas ´para inglês ver´, até 1888. Mas a proposta americana incluia o fim da escravidão para os deportados, após cinco anos e um dia.

Então os escravocratas do sul dos EUA – os confederados – prestes a serem derrotados na guerra civil, induzidos até mesmo pelo líder da Independência Abraham Lincoln, desejavam não só imigrar para o Brasil (milhares vieram) mas elaboraram um plano de políticas públicas a fim da deportação dos afro-americanos. Continuariam escravos por ´apenas´ mais cinco anos e um dia e depois seriam livres para o Brasil.

Os propósitos de nos transformar em racistas com as mesmas características norte-americanas é um projeto antigo.

A resistência do Brasil se deu exatamente pelos propósitos de embranquecimento através da imigração européia e do posterior abandono dos ex-escravos brasileiros à própria sorte: na resposta ao Embarixador americano, o governo brasileiro justificava que havia uma lei que proibia o ingresso de negros libertos no Brasil. Também já estava vigente a Lei Eusébio de Queiroz de 1850 que proibia o ingresso de novos escravos africanos (embora o tráfico negreiro continuasse ativo).

Eis, uma pesquisa acadêmica de imenso valor para a compreensão dos dias atuais.

GGN

 

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