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A guerra do Iêmen e a responsabilidade do Ocidente

Situação no país árabe piorou dramaticamente após intervenção da Arábia Saudita, há três anos. Mas países como EUA e Alemanha também contribuem e fecham os olhos para catástrofe humanitária, opina Matthias von Hein.

Catástrofes humanitárias ocorrem após tsunamis, furacões ou outros desastres naturais. Mas também existem catástrofes humanitárias causadas pelo ser humano – e, justamente por isso, estas parecem ainda mais intoleráveis.

Um exemplo disso é a maior e pior catástrofe humanitária da atualidade, no Iêmen. Há exatos três anos, com uma intervenção militar, a Arábia Saudita interferiu na luta interna pelo poder no país, numa primeira demonstração internacional de força do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman.

Nos mil dias que se passaram desde então, houve quase 17 mil ataques aéreos contra o Iêmen. Cerca de um terço teve civis como alvo. O país, que já era o mais pobre do mundo árabe antes da intervenção, agora é um deserto de escombros.

Três quartos da população precisam de ajuda para sobreviver: são 22 milhões de pessoas, mais da metade delas crianças. Quase dez mil pessoas foram mortas diretamente pelos ataques aéreos. Mas a fome e doenças, como a pior epidemia mundial de cólera, vêm causando a morte de muito mais iemenitas.

A Arábia Saudita não é a único responsável pela tragédia no Iêmen. Mas é o personagem mais poderoso. E, mesmo que os principais inimigos da coalizão liderada pelos sauditas, os rebeldes xiitas houthis, sejam culpados de crimes contra a humanidade, nada justifica os bombardeios sauditas.

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