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XI Workshop Produção Escrita e Psicanálise - Fronteiras invisíveis: a leitura e a escrita mapeadas | 21/10/2015 - 23/10/2015

15/09/2015 11:05

Marco Polo imaginava responder (ou Kublai imaginava a sua resposta) que, quanto mais se perdia em bairros desconhecidos de cidades distantes, melhor compreendia as outras cidades que havia atravessado para chegar até lá, e reconstituía as etapas de suas viagens, e aprendia a conhecer o porto de onde havia zarpado, e os lugares familiares de sua juventude, e os arredores da casa, e uma pracinha de Veneza que corria quando era criança. (p. 28, de Cidades Invisíveis, por Ítalo Calvino) Quais são os pontos de contato entre a produção brasileira a respeito da leitura e da escrita e aquela realizada em dez outros países? Os interessados nessa questão poderão encontrar respostas no XI Workshop Produção Escrita e Psicanálise do Grupo de Estudos e Pesquisa Produção Escrita e Psicanálise – GEPPEP. Intitulado Fronteiras Invisíveis: A Leitura e a Escrita Mapeadas, o Workshop, com duração de três dias, buscará mapear a produção de dez países, sempre a cotejando com que vimos produzindo no GEPPEP desde 2004. Se, por um lado, estamos dando a ver a produção internacional para o público brasileiro, por outro, olhar a produção dos outros países mostra, a nós mesmos, o estado da arte de nossa própria produção. Nesse esforço interpretativo, a discussão analítica de “Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, nos inspirou. A partir dos onze temas de Calvino, organizamos uma lista de temáticas em torno das quais os membros do GEPPEP escreveram suas contribuições individuais. Em nossa perspectiva, a obra interpreta os modos por meio dos quais os seres humanos podem organizar o espaço onde vivem e, consequentemente, suas relações. Para nós, o recurso à arquitetura se presta tanto à reflexão a respeito de como se monta e se executa uma pesquisa, bem como se planeja e se escreve o texto por meio do qual seus resultados serão divulgados. Por esse motivo, as descrições que Calvino faz de 55 cidades fictícias nos fornecem elementos que podem funcionar como chave de leitura para interpretar a produção contemporânea a respeito das pesquisas que tomam a leitura e a escrita como objeto.

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Herbert Schutzer
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