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1955: Assinatura do "Acordo sobre Trabalhadores Convidados" em Roma

20/12/2017 09:58

Representantes da República Federal da Alemanha e da Itália assinaram em Roma, em 20 de dezembro de 1955, o primeiro acordo sobre o recrutamento de operários estrangeiros para o mercado de trabalho alemão.

A República Federal da Alemanha – ao menos a porção oeste do país – foi quase desde o seu princípio um país de imigração. Um importante fundamento foi lançado em 20 de dezembro de 1955, com a assinatura do primeiro acordo sobre o recrutamento de trabalhadores convidados.

Na retrospectiva, o acordo com a Itália foi o ponto de partida para a imigração de milhares de trabalhadores estrangeiros, quase sempre mão de obra barata. Eles vieram não só da Itália, como também de Portugal, Grécia, Espanha, Marrocos e Turquia, países com os quais também foram fechados acordos semelhantes.

O milagre econômico alemão

Nos primeiros anos de vigência dos acordos, os trabalhadores estrangeiros eram ainda bem vistos na Alemanha, como comprovam os dizeres num folheto de 1963, com que a agência federal responsável pelas contratações no exterior dava as boas-vindas aos recém-chegados: "Você tomou a decisão de vir trabalhar na República Federal da Alemanha. Pessoas laboriosas têm prestígio aqui. A Alemanha expressa as boas vindas a você, que é uma pessoa laboriosa, e assegura que você pode contar com sua hospitalidade."

A afluência nos primeiros anos foi grande: já em 1964 chegava à Alemanha o milionésimo trabalhador estrangeiro, o português Armando Rodrigues. Ele foi recebido com festa na estação ferroviária de Deutz, em Colônia, e ganhou um presente dos alemães: uma mobilete.

A Alemanha vivia então seu milagre econômico e precisava urgentemente de mão de obra. Por sua vez, muitos países demonstravam interesse num contrato de recrutamento, que ajudaria a combater o desemprego interno e lhes asseguraria divisas, graças às remessas de dinheiro dos contratados para suas famílias.

 

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