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Sem espaço para otimismo na educação

Sem espaço para otimismo na educação

Nosso sistema educacional não está respondendo às necessidades do país. Por ser desigual e excludente, ele projeta para o futuro as enormes desigualdades na distribuição de renda que temos hoje

Desde o final do período militar até meados desta década muita coisa mudou na educação brasileira. As taxas de conclusão dos diferentes níveis educacionais mais do que dobraram; a porcentagem de adultos analfabetos caiu para menos do que a metade; o Brasil aumentou muito o número de profissionais de nível superior formados a cada ano. São dados realmente positivos. Mas será que eles oferecem espaço para algum otimismo?

Infelizmente, a resposta é negativa. Como o mundo se torna cada vez mais complexo, quer para seu entendimento, quer para o exercício de uma atividade profissional, ainda que os indicadores educacionais brasileiros tenham evoluído positivamente, essa evolução não foi suficiente para acompanhar o aumento da complexidade da vida e do trabalho. Consequentemente, de um lado, o país não está garantindo a todas as pessoas a educação exigida para o pleno exercício da cidadania e, de outro, não forma os quadros intelectuais e profissionais necessários para assegurar nossa independência e soberania diante dos demais países.

Uma comparação com o que ocorre no Brasil e nos outros países justifica o que foi afirmado e mostra os aspectos muito limitantes da educação nacional. Vejamos, inicialmente, o analfabetismo. Por volta de 1985, o Brasil era, segundo dados disponibilizados pela Unesco,1 o terceiro país sul-americano com maior proporção de analfabetos na população adulta, à frente apenas da Guiana e da Bolívia. Atualmente, esta nos ultrapassou e deixou o país em segundo. Ou seja, embora tenhamos evoluído nas últimas décadas, não o fizemos com suficiente rapidez e acabamos piorando nossa posição relativa.

Quanto à competitividade e à nossa possibilidade de relacionamento soberano com outros países, continuamos na mesma situação em que estávamos há algumas décadas. Embora tenhamos aumentado muito o número de matrículas no ensino superior entre 1985 e 2015, os demais países fizeram o mesmo, inclusive os da América do Sul: Chile, Colômbia e Paraguai cresceram, proporcionalmente, mais do que nós, e a Venezuela, praticamente o mesmo tanto. Como consequência, a chance que um jovem se matricule no ensino superior no Brasil é significativamente menor do que na média dos países sul-americanos. Assim, se estávamos em uma posição vulnerável em relação aos vizinhos da mesma região geopolítica, não saímos dela.

Leia mais: Le Monde Diplomatique

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Herbert Schutzer
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