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Moçambique assume presidência do comité de auditoria da SADC

Moçambique assume presidência do comité de auditoria da SADC

O moçambicano Jeremias Zuande irá liderar um dos órgãos mais importantes da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral, cargo até agora ocupado pelo Malawi.

O Contador-Geral da Contadoria de Contas e Auditorias (CCA) do Tribunal Administrativo (TA) de Moçambique, Jeremias Zuande, foi eleito para o cargo de Presidente do Comité de Auditoria da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), cargo que vinha sendo exercido pelo Auditor Geral do Malawi, que terminou o seu mandato em Agosto passado.

A eleição de Zuande para o cargo de presidente de um dos órgãos mais importantes da SADC aconteceu no início da 21ª Reunião Ordinária do Comité de Auditoria, que teve lugar em Gaberone, Botswana, de 20 a 22 de Novembro último, segundo informou a AIM – Agência de Informação de Moçambique.

“A eleição do quadro sénior do Tribunal Administrativo acontece depois de a instituição ter estado envolvida para verificar e analisar a utilização dos fundos que os países membros e doadores da SADC contribuem”, refere um comunicado de imprensa do TA, citado pela AIM.

Reagindo a essa eleição, Zuande disse que a adopção, pelo Tribunal Administrativo, de boas práticas em auditorias, que consistem na utilização de normas internacionalmente aceites, credibilizam o trabalho que tem sido levado a cabo pela instituição, “facto que tornou possível o envolvimento de quadros deste tribunal, em equipas constituídas por peritos dos Estados-membros sobre estas matérias”.

Como exemplos, a nota faz uma retrospectiva das várias participações de Moçambique em auditorias, mormente, a auditoria junto do Secretariado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2011 e 2012, tendo sido a sua primeira experiência de liderança de uma equipa constituída por técnicos dos Estados-membros, em 2012. A segunda experiência viria a acontecer aquando da auditoria ao Secretariado da SADC, do exercício económico de 2013/14 e 2015/16, tendo o país assumido a liderança em 2016.

“A confiança depositada no tribunal administrativo fez com que, enquanto a instituição liderava a equipa de auditoria do exercício económico de 2015/16, o órgão máximo da SADC solicitasse que, também, levasse a cabo uma auditoria de investigação face às alegacões sobre práticas de má gestão no seio do Secretariado Executivo desta organização regional, assunto despoletado por uma auditoria forense”, explica.

Em resposta, o TA viria a abraçar o desafio, garantindo, assim, a recuperação de fundos para o cofre da Comunidade.
“Apesar das barreiras linguísticas, pois toda a informação financeira é apresentada na língua inglesa, a diversidade cultural da região, que requer que o líder da equipa tenha a capacidade de gerir os momentos de tensão e orientar a equipa para os objectivos, a complexidade da própria SADC, aliado às questões políticas a ter em consideração, entre outros aspectos, Moçambique soube responder ao chamamento de forma positiva”, garante Zuande, citado no comunicado.

Preparação de encontro no próximo ano

Após a sua eleição, coube ao novo presidente dar início aos trabalhos dirigindo a 21ª Reunião Ordinária do Comité de Auditoria e elaborar o documento a ser apresentado no encontro com o órgão máximo da SADC constituído pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países-membros, a ter lugar no próximo ano.

O Comité de Auditoria é um órgão que se equipara a um Conselho Fiscal e que zela pela saúde e funcionamento do Secretariado da Comunidade, fazendo a ponte entre este órgão gestor de recursos e o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros.

Para além de presidir o Comité de Auditoria da SADC, Moçambique é vice-presidente da Organização Africana das Instituições Supremas de Controlo de expressão inglesa (AFROSAI-E), órgão que tem como objectivo promover o desenvolvimento estratégico e profissional dos seus membros, bem como fortalecer a cooperação entre os mesmos, visando a harmonização dos padrões de auditoria ao sector público. É, também, membro do Conselho Directivo da Organização Internacional das Instituições Supremas de Controlo (AFROSAI), criada em 1976, com o objectivo de promover os objectivos da Organização Internacional das Instituições Supremas de Auditoria (INTOSAI), que conta com 194 membros.

 

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