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João Lourenço em Brazzaville após "pior ataque" da história da ONU na RDC

O Presidente de Angola chegou neste sábado (09.12) a Brazzaville para cimeira sobre a situação na RDC. Encontro acontece dois dias depois do "pior ataque" da história recente das Nações Unidas.

Os Presidentes de Angola, João Lourenço; da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila; e do Congo-Brazaville, Denis Sassou Nguesso encontraram-se neste sábado (09.12) em Brazzaville para uma reunião tripartida para debater sobre a situação de segurança na região da África Central, além de questões "de paz, segurança e trocas comerciais", avançaram fontes diplomáticas.
A reunião em Brazzaville acontece poucos dias depois da morte de 15 membros das forças de paz na RDC, durante uma ofensiva da Frente Democrática Aliada (ADF). Além dos mortos, a ONU contabilizou 53 feridos naquele que foi considerado o "pior ataque" da "história recente" das Nações Unidas. O ataque ocorreu na noite de quinta-feira (07.12) contra a base da missão da ONU na província de Kivu do Norte.
A cimeira acontece num momento em que se registam pressões sobre o Presidente Joseph Kabila para que organize eleições. O objetivo é uma transição pacífica do poder.
 

União Europeia condena ataque
Neste sábado (09.12) a União Européia (UE) condenou o ataque de militantes armados na RDC. "É inaceitável, sublinha a fragilidade da situação de segurança no leste da RDC, exacerbada pela atual incerteza sobre a estabilidade política do país", afirmou o Serviço de Ação Externa da UE num comunicado.
RDC: conflito eterno e silencioso
O conflito sangrento que a RDC vive há mais de 20 anos tornou-se cenário para o pior ataque contra as forças de paz da ONU na sua história recente. Um drama que neste ano conta com mais deslocados do que Síria.
Apesar do trabalho da missão de paz das Nações Unidas no país, MONUSCO, e do exército congolês, estima-se que 5.500 pessoas saiam de suas casas todos os dias devido a confrontos que particularmente agitam a região de Kivu, mas também outras como Kasai e Tanganyika.
Milhares de civis foram mortos em Kivu entre junho e novembro deste ano, além das muitas pessoas sequestradas, de acordo com Human Rights Watch (HRW). No total, apenas em 2017, nesse país, mais de 1,7 milhão de pessoas fugiram de suas casas, de acordo com o Conselho Norueguês para Refugiados (NRC).

Leia mais: DW.com

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